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A CASA DO SOL POENTE

Poema de Lúcia Constantino, gentilmente cedido:




Tudo dorme na casa vazia. As cartas nas gavetas, os livros empoeirados nas estantes. O passado passeia pela casa, como eterno visitante.
De repente, saltam dos espelhos delírios e sorrisos. Os sonhos em trajes de graça. Tudo que permaneceu vivo e o que nunca chegou na vida que passa.
Desperta a casa. Despertam  vozes vivas, orações,  acalantos,  as lágrimas de tantos. Também  estrelas nas vidraças dissolvidas pelos ventos dos desencantos.
De frente para o sol poente, fortaleza como uma grande árvore a casa ousa sua solidão de gente: - sonha em ser ninho nos fins de tarde.





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